quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pronunciamento do Deputado Jair Bolsonaro no Congresso.

Eis o texto ao qual o Deputado Jair Bolsonaro se refere.

Leia e depois veja o vídeo anexo.


O perigo da “grande marcha”... à ré

13/04/10 - Arnaldo Jabor -O GLOBO

Vivemos um momento delicado para a democracia. Lula é um reality show permanente. Lula está em "fremente lua de mel consigo mesmo", como dizia Nelson Rodrigues. Mas, em sua viagem narcisista, começam os sintomas do erro. A sensatez do velho sindicalista virou deslumbramento. Um dia, abraça o Collor, no outro está com o Hamas e o Irã.

Freud (não o Freud Godoy dos "aloprados"...) tem um trabalho clássico, "O fracasso após o triunfo", no qual mostra que há indivíduos que lutam e vencem, e, depois da vitória, se destroem, porque muitos carregam no inconsciente complexos inibidores do pleno sucesso.

Quanto mais medíocre é o dirigente, mais ele despreza a inteligência e a cultura, e se transforma numa ilha cercada de medíocres.

Será que foi por isso que Lula escolheu uma senhora sem tempero, uma gaffeuse sem prática, com "olhos de vingança", como me disse um taxista? Parece um sintoma. A grande ironia é que Lula foi reeleito por FH.

Sem o Plano Real, o governo Lula seria o pior desastre de nossa História. E, ajudado também pela economia mundial em bonança compradora, ele hoje diz que é responsável pelos bons índices econômicos que o governo anterior organizou. E não cai um raio do céu em cima...

Afinal, o que fez o governo Lula, além de se aproveitar do que chamava de "herança maldita", além do Bolsa Família expandido e dos shows de TV? Os primeiros dois anos foram gastos no assembleísmo vacilante dos "Conselhos" que ele nunca ouviu, depois a briga com a gangue dos quatro do PT, expulsos. Depois, a aventura da quadrilha de corruptos "revolucionários" que Roberto Jefferson desbaratou - para sua e nossa sorte -, livrando-o do Dirceu e de seus comunas mais ativos. Aí, Lula pôde voltar a seu populismo personalista.

Lula continua o símbolo do "povo" que chegou ao poder, mascote dos desvalidos e símbolo sexual da Academia. Lula descobriu que a economia anda sozinha, que basta imitar o Jânio Quadros, o inventor da "política do espetáculo", e propagar aos berros o tal PAC, esse plano virtual dos palanques.

Lula tem a aura sagrada, "cristã" do mito de operário ignorante e, por isso, intocável. Poucos têm coragem de desmentir esse dogma, como a virgindade de Nossa Senhora...

Por isso, vivemos um importante momento histórico, que pode marcar o Brasil por muitos anos. Agora, com as eleições, vai explodir a guerra com o sindicalismo enquistado no Estado: 200 mil contratados com a voracidade militante de uma porcada magra que não quer largar o batatal.

Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica, tudo para manter o terrível "patrimonialismo de Estado". Não esqueçamos que o PT combateu o Plano Real até no STF, como fez com a Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como não assinou a Constituição de 88. Este é o PT que quer ficar na era pós-Lula. Seu lema parece ser: "Em vez de burgueses reacionários mamando na viúva, nós, do povo, nela mamaremos".

Os "companheiros" trabalham sincronizados como um formigueiro. O sujeito pode até bater na mãe que continua "companheiro". Só deixa de sê-lo se criticar o partido, como o Paulo Venceslau, que ousou denunciar roubos nas prefeituras, que depois se confirmaram na tragédia de Celso Daniel.

FH resumiu bem: se continuar o "lulismo" com sua tarefeira Dilma, "sobrará um subperonismo contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão". Ou seja, o velho Brasil volta a seu pior formato tradicional, renascendo como rabo de lagarto. O país tem um movimento "regressista" natural, uma vocação populista automática. Será o início da grande marcha a ré...

Com a eventual vitória do programa do PT, teremos a reestatização da economia, o inchamento maior ainda da máquina pública, a destruição das Agências Reguladoras, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em busca de um getulismo tardio, uma visão do Estado como centro de tudo, com desprezo pelas reformas, horror pela administração e amor aos mecanismos de "controle" da sociedade, essa "massa atrasada" inferior aos "revolucionários". A esquerda psicótica continua fixada na ideia de "unidade", de "centro", de Estado-pai, de apagamento de diferenças, ignorando a intrincada sociedade com bilhões de desejos e contradições.

A tarefa principal da campanha de Serra será explicar qual é o "pensamento tucano". Como ensinar a população ignorante que só um choque democrático e em-presarial pode enxugar a máquina podre das oligarquias enquistadas no Estado? Como explicar um programa de "mudanças possíveis" na infraestrutura e na educação, contraposto a este marketing salvacionista de Lula? Este é o desafio da campanha do PSDB. Aécio Neves fez bem em se indignar com a demagogia de Dilma no túmulo de Tancredo - ele nos lembrou que o PT não apenas não apoiou Tancredo em 85 como expulsou seus três deputados que votaram nas eleições pela democracia.

A maior realização deste governo foi a desmontagem da Razão. Podemos decifrar, analisar, comprovar crimes ou roubos, mas nada acontece. Ninguém tem palavras para exprimir indignação, ou melhor, ninguém tem mais indignação para exprimir em palavras.

Aécio Neves devia ir além e ser vice, sim. Seria um gesto histórico que lhe daria riquíssimos frutos, para além do interesse pessoal de uma política imediata. Aécio ganharia uma rara grandeza na Historia do país. Seu avô aprovaria.

Só uma alternância de poder, fundamental na democracia, pode desfazer a sinistra política que topa tudo pelo poder e que planeja, com descaro, transformar-se numa espécie do PRI mexicano, que ficou 70 anos no poder, desde 1929. Durante o poder do PRI, as eleições eram uma simulação de aparente democracia, incluindo repressão e violência contra os eleitores. Em 1990, o escritor peruano Mario Vargas Llosa chamou o governo mexicano, sob o PRI, de uma "ditadura perfeita". Será que isso nos espera?


video

terça-feira, 6 de abril de 2010

Vingança ou maluquice - Editorial - Alexandre Garcia.

VINGANÇA OU MALUQUICE?
* Alexandre Garcia
O País viveu em paz por 30 anos, até que a dupla Genro/Vanucci resolveu desenterrar o passado.
Os militares não queriam o poder. Pressionados pelas ruas, pelos meios de informação, derrubaram Goulart e acabaram ficando 21 anos. Quando derrubaram o presidente, já havia grupos treinados em Cuba, na China e União Soviética para começar por aqui uma revolução socialista.
Com a contra-revolução liderada pelos militares, esses grupos se reorganizaram para a resistência armada. E o governo se organizou para combatê-los. Houve uma guerra interna de que os brasileiros, em geral, não tomaram conhecimento porque enquanto durou, quase 20 anos, houve um total de 500 mortos - número que o trânsito, hoje, ultrapassa em menos de uma semana. Numa estratégia elaborada pela dupla Geisel-Golbery, planejou-se então devolver o poder aos civis de forma lenta, gradual e segura.
E, como coroamento do processo, o governo fez aprovar no Congresso, em 1979, a Lei da Anistia, bem mais abrangente que a defendida pela oposição. Uma lei que pacificasse o país, no novo tempo de democracia que se iniciava. Uma anistia ampla, geral e irrestrita. Que institucionalizasse o esquecimento, a pá-de-cal, pelos crimes cometidos por ambos os contendores, na suja guerra interna. Incluíam-se os que mataram, assaltaram, jogaram bombas, roubaram - de um lado - e os que mataram e torturaram do outro.
A Nação inteira respirou aliviada quando o Congresso aprovou o projeto do governo e os banidos e asilados começaram a voltar, entre eles o mais famoso de todos, Fernando Gabeira, que havia sequestrado, junto com Franklin Martins, o embaixador americano.
E o Brasil viveu em paz por 30 anos, elegendo presidentes, descobrindo escândalos de corrupção, ganhando copas do mundo.
Até que a dupla Tarso Genro, ministro da Justiça, e seu secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, resolveram desenterrar o passado para se vingar de supostos algozes de seus companheiros de esquerda revolucionária.
Criaram um órgão para isso. Puseram tudo num decreto, e passaram para o Gabinete Civil, da Ministra Dilma. De lá, o calhamaço foi para a assinatura do presidente Lula, envolvido, na Dinamarca, com a empulhação do aquecimento global.
Lula alega que assinou sem ver. E eu fico curioso por saber se a assinatura tem valor, porque aqui no Brasil havia um presidente em exercício, José Alencar.
O ministro Nélson Jobim, surpreendido com a unilateralidade do decreto, pediu demissão. E os três comandantes militares se solidarizaram com o ministro.
Até que se revolva o impasse, está no ar a primeira crise militar do governo Lula.
O decreto cria um órgão para estudar a revogação da pacificadora Lei de Anistia. Orienta a punição dos torturadores mas não dos sequestradores, assassinos e terroristas. Preserva, assim, soldados da guerra revolucionária como os ministros Dilma, Franklin e Minc. E vai atrás de coronéis da reserva. Baseia-se na Constituição, que considera tortura crime imprescritível; omite que terrorismo também é imprescritível, pela Constituição. E esquece o princípio de Direito pelo qual a lei só retroage para beneficiar o réu, não para condená-lo. A Lei de Anistia é de 1979 e a Constituição de 1988.
Por que agitar um país pacificado?
VINGANÇA OU MALUQUICE MESMO?
(Publicada no Jornal do Paraná - 05/01)
* Jornalista - alexgar@terra. com.br

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Na passagem de mais um 31 de Mar, não nos esqueçamos das vítimas do terrorismo.

O brasileiro tem memória curta, muito poucos têm conhecimento da História Brasileira, não há por parte deste governo, nem dos seus dirigentes vontade de mexer nessa parte da história. Aqui procuraremos homenagear brasileiros de bem que foram imolados, alguns mortos traiçoeiramente quando dormiam outros assassinados sem razão, tudo pela mão indigna de maus brasileiros, bandidos a serviço da corja comunista.

Em 27 Mar 1965. Carlos Argemiro Camargo.

3ºSgt do Exército servindo na 2ªCia Inf - Francisco Beltrão-PR. Assassinado a tiros numa emboscada realizada por um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-Cel EB Jeffersom Cardim de Alencar Osório, o militar deixou viúva grávida de sete meses.

Em 27 Jul 1966. Edson Régis de Carvalho.

Jornalista - RCF-PE. O jornalista EDSON RÉGIS DE CARVALHO e o Almirante NELSON GOMES FERNANDES foram mortos no atentado (explosão de bomba) no Aeroporto Internacional de Guararapes, na qual além desses dois mortos foram feridos 15 pessoas.

Em 27 Jul 1966. Nelson Gomes Fernandes.

Almirante da Marinha brasileira - RCF-PE. Morto no atentado acima citado. Além dessas duas vítimas fatais ficaram feridos o então Coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva que, teve fraturas expostas e amputados quatro dedos da mão esquerda, Sebastião Tomaz de Aquino, o "Paraíba", Guarda Civil que teve sua perna direita amputada, e outros feridos.
"Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas e entrevistas de Gorender, é Raimundo Gonçalves de Figueiredo, codinome "CHICO", que viria a ser morto pela Polícia Civil, em Abr 1971, já como integrante da VAR-PALMARES". (Nos Porões da Ditadura - de Raymundo Negrão Torres).

Em 28 Set 1966. Raimundo de Carvalho Andrade.

Cabo PM/GO. Em meados de 1966, eram numerosas as agitações estudantis em várias cidades do Brasil, com numerosos incêndios suspeitos em São Paulo e conflitos no Rio de Janeiro e na Bahia. Apesar da proibição, foi realizado, em Belo Horizonte, o 28º Congresso da UNE, entidade que estabeleceu a data de 22 Set para ser o “Dia Nacional de Luta Contra a Ditadura”.
Tarzan de Castro "Luis", "Osvaldo", "Rogério", "Sérgio", além de líder estudantil em Goiânia, era um militante que, em Jun 1966, havia liderado uma dissidência do Partido Comunista do Brasil "PC do B", que iria formar uma das mais violentas organizações terroristas daquela época, a Ala Vermelha. Preso na Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói, chegaram as falsas notícias de que ele havia morrido na prisão e de que seu corpo chegaria no aeroporto de Goiânia à meia noite de 28 Set 1966, uma quarta feira.
Em protesto, estudantes, dirigidos por agitadores comunistas, resolveram invadir e ocupar o Colégio Estadual Campinas. A diretora solicitou policiamento. A POLÍCIA MILITAR, então, reuniu os PMs que não faziam parte do policiamento de rua, tais como cozinheiros burocratas, carpinteiros, etc... Por volta das 20:00 horas, quando a “tropa”, armada com fuzis modelo 1908, com tiros de festim, chegou ao colégio – que estava invadido – foi recebida por tiros vindos do seu interior, ocasião em que foi atingido, mortalmente, o Cabo Raimundo de Carvalho Andrade que era o alfaiate da corporação.
A “vítima” viva, Tarzan de Castro, até recentemente destacado empresário do ramo de armazém de estocagens de grãos, com um dos maiores armazéns de Goiás, reivindica atualmente, como “vítima” da Revolução de 31 de março, as seguintes indenizações:
Do governo de Pernambuco, pelo o seu envolvimento no inquérito do chamado Movimento Julião;
Do Governo do Distrito Federal, por haver respondido a inquéritos promovidos pelo Comando Militar do Planalto;
Do Governo de Minas Gerais, por ser a sede da Região Judiciária Militar, para onde seguiram seus processos; do Governo do Estado de Goiás, através da Lei Estadual nº 14067/010, ao lado de inúmeras outras pessoas catalogadas como “vítimas” da Revolução de 1964, generosa indenização.
A vítima morta, Cabo Raimundo de Carvalho Andrade, que era o alfaiate da Polícia Militar de Goiás, homem simples - não especialista em assuntos de segurança e designado pelos seus superiores para completar uma equipe, visando a coibir os tumultos gerados pelo episódio inverídico ligado a Tarzan de Castro - está esquecida. Não se tem notícia de que seus humildes familiares tenham recebido qualquer indenização ou apoio especial dos governos estadual ou federal (colaboração do Grupo Anhangüera).

Em 24 Nov 1967 - José Gonçalves Conceição "Zé Dico".

Fazendeiro - Pres. Epitácio-SP. Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighela, durante a invasão da fazenda Bandeirantes. "Zé Dico" foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários disparos. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com 02 tiros nas costas.

Em 15 Dez 1967 - Osíris Motta Marcondes.

Bancário - SP. Foi morto quando tentava impedir um assalto terrorista na agência do Banco Mercantil, do qual era o gerente.

Em 10 Jan 1968 - Agostinho Ferreira Lima.

(Marinha Mercante - Rio Negro-AM). No dia 06 Dez 1967, a lancha da Marinha Mercante "Antônio Alberto" foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes "Dr. Ramon", o qual, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a falecer no dia 10 Jan 1968.

Em 31 Mai 1968 - Ailton de Oliveira.

Guarda Penitenciário - RJO-RJ. O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que uma vez libertados deveriam seguir para região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”.
No dia 26 Mai 1968 o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, dentro de um pacote, três revólveres calibre 38 que seriam usados pelos subversivos presos.
Às 17:30 horas os subversivos, ao iniciarem a fuga foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Os guardas foram feridos pelos presos em fuga, sendo que Ailton de Oliveira veio a falecer cinco dias depois, em 31 Mai 1968.
Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light, João Dias Pereira que se encontrava na calçada da penitenciária.
O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani.

Em 26 Jun 1968. Mário Kozel Filho.

Soldado do Exército Brasileiro - 6ºRI. Em 1968 o jovem Mário Kozel Filho é convocado para servir à Pátria e defendê-la contra possíveis agressões internas ou externas.
Na mesma época o capitão Carlos Lamarca, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, serve no 4ºRI, em Quitaúna, SP.
O capitão Lamarca, no dia 24 Jan 1968, trai a Pátria que jurou defender. Rouba do 4ºRI muitos fuzis, metralhadoras e munição, deserta e entra na clandestinidade. O material bélico roubado é entregue à Vanguarda Popular Revolucionária, VPR, uma organização terrorista que Lamarca já integrava antes de desertar.
O soldado Kozel continua servindo, com dedicação a Pátria que jurou defender. No dia 26 Jun 1968, como sentinela, zela pela segurança do Quartel General do II Exército. Às 04:30 horas ele está vigilante em sua guarita. A madrugada é fria e com pouca visibilidade. Neste momento, um tiro é disparado por uma sentinela contra uma camioneta que desgovernada tenta penetrar no Quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro, para ver se há alguém no seu interior. Há uma carga com 50 quilos de dinamite que, segundos depois, explode e espalha destruição e morte num raio de 300 metros. Seu corpo é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino estão muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR.
Participaram deste crime hediondo os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira (o Diógenes do PT, com implicações com bicheiros no governo Olívio Dutra/RS), Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Lamarca continuou na VPR, seqüestrando, assaltando, assassinando e praticando vários outros atos terroristas, até o dia em que morreu, de arma na mão enfrentando uma patrulha do Exército que o encontrou no interior da Bahia em 1971. Sua família passou a receber a pensão de coronel porque Lamarca, se não tivesse desertado, poderia chegar a este posto.
Apesar de todos os crimes hediondos que cometeu, sendo o mais torpe deles o assassinato a coronhadas de seu prisioneiro Tenente PM Alberto Mendes Júnior, Lamarca é apontado como herói pelos esquerdistas brasileiros. Ruas passam a ter seu nome. Tentam colocar seus restos mortais num Mausoléu na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Um filme é feito para homenageá-lo.
Mário Kozel Filho, soldado cumpridor dos seus deveres, cidadão brasileiro que morreu em serviço, está totalmente esquecido. Além do esquecimento a Comissão dos Mortos e Desaparecidos que já concedera vultosas indenizações às famílias de muitos terroristas que nunca foram considerados desaparecidos, resolveu indenizar, também, a família Lamarca, numa evidente provocação às Forças Armadas e desrespeito às famílias de Mário Kozel Filho e de muitos outros que com ele morreram em conseqüência de atos terroristas.

Em 27 Jun 1968. Noel de Oliveira Ramos.

Cidadão civil - RJO-RJ. Morto com um tiro no coração, em conflito na rua. Estudantes distribuíam no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas.
Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como "Juliano" ou "Julião" infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.

Em 27 Jun 1968. Nelson de Barros.

Sargento PM/RJ. No início de junho de 1968, no Rio de Janeiro, pequenas passeatas realizadas em Copacabana e na Rua Uruguaiana, pressagiaram as grandes agitações que estavam por vir, ainda nesse mês, e que ficaram conhecidas como "As Jornadas de Junho".
No dia 19 Jun 1968, cerca de 800 estudantes, liderados por Wladimir Palmeira, tentaram tomar de assalto o edifício do Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro.
No dia seguinte, cerca de 1500 estudantes invadiram e ocuparam a Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Avenida Pasteur, fazendo com que professores e membros do Conselho Universitário passassem por vexames, obrigando-os a saírem por uma espécie de corredor polonês formado por centenas de estudantes.
Vinte e quatro horas depois, em 21 Jun 1968, também ao meio dia, foi realizada nova passeata no centro do Rio. Conhecido como a "Sexta feira Sangrenta", este dia foi marcado por brutal violência Cerca de 10.000 pessoas, os estudantes engrossados por populares, ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No final da noite, mais de 10 mortos, e centenas de feridos atestavam a violência dos confrontos. Entre os feridos graves estava o sargento da Polícia Militar Nelson de Barros que veio a falecer no dia 27 Jun 1968.
A violência estudantil continuou no dia 22, quando tentaram, sem sucesso, ocupar a Universidade de Brasília, (UNB), e no dia 24, em São Paulo, quando realizaram uma passeata no centro da cidade, depredando a Farmácia do Exército, o City Bank e a sede do jornal "O Estado de São Paulo". No dia 26, no Rio de Janeiro ocorreu a "Passeata dos Cem Mil".

Em 01 Jul 1968. Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen.

Major do Exército Alemão - RJO-RJ. Morto no Rio de Janeiro onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na Rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o Major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola.
Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não identificado, todos da organização terrorista denominada COLINA- Comando de Libertação Nacional.

Em 07 Set 1968. Eduardo Custódio de Souza.

Soldado PM/SP. Morto, com sete tiros, por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.

Em 20 Set 1968. Antônio Carlos Jeffery.

Soldado PM/SP. Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no bairro Barro Branco.
Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária.
Assassinos:
Pedro Lobo de Oliveira;
Onofre Pinto;
Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como o Diógenes do PT, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.

Em 12 Out 1968. Charles Rodney Chandler.

Capitão do Exército dos Estados Unidos - SPO-SP. Em 1968, as ações de guerrilha urbana perdiam-se no anonimato de seus autores e, muitas vezes, eram, até, confundidas com as atividades de simples marginais. De acordo com os dirigentes de algumas organizações militaristas, já havia chegado o momento certo para a população tomar conhecimento da luta armada revolucionária em curso, o que poderia ser feito através de uma ação que repercutisse no Brasil e no exterior. Em Set, Marco Antônio Braz de Carvalho, o "Marquito", homem de confiança de Carlos Marighela - que dirigia o Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP), futura Ação Libertadora Nacional (ALN) -, e que fazia a ligação com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), levou para Onofre Pinto ("Augusto"; "Ribeiro"; "Ari"; "Bira"; "Biro"), então coordenador geral da VPR, a possibilidade de realizar uma ação de "justiçamento". O Capitão do Exército dos EUA, Charles Rodney Chandler, com bolsa concedida pela "George Olmsted Foundation", era aluno da Escola de Sociologia e Política da Fundação Álvares Penteado, com previsão de terminar o curso em Nov daquele ano. Chandler morava na cidade de São Paulo, com a esposa, Joan, e seus três filhos, Jeffrey, de 4 anos, Todd, de 3 anos, e Luanne, de 3 meses. Entretanto, segundo os "guerrilheiros", Chandler era um "agente da CIA" e "encontrava-se no Brasil com a missão de assessorar a ditadura militar na repressão".
No início de Out, um "tribunal revolucionário", integrado por três dirigentes da VPR, Onofre Pinto, como presidente, e João Carlos Kfouri Quartim de Morais ("Manoel"; "Mané"; "Maneco") e Ladislas Dowbor ("Jamil"; "Nelson"; "Abelardo"), como membros, condenou o Capitão Chandler à morte. Através de levantamentos realizados por Dulce de Souza Maia ("Judit"), apurou-se, sobre a futura vítima, seus horários habituais de entrada e saída de casa, costumes, roupas que costumava usar, aspectos de sua personalidade e dados sobre os familiares e sobre o local em que residia numa casa da Rua Petrópolis, nº 375, no tranqüilo e bucólico bairro do Sumaré, em São Paulo. Escolhido o "grupo de execução", integrado por Pedro Lobo de Oliveira ("Getúlio"; "Gegê"), Diógenes José Carvalho de Oliveira ("Luiz"; "Leandro"; "Leonardo"; "Pedro") e Marco Antônio Braz de Carvalho, nada mais é convincente, para demonstrar a frieza do assassinato, do que transcrever-se trechos do depoimento do próprio Pedro Lobo de Oliveira, um dos criminosos, publicado no livro "A Esquerda Armada no Brasil", de A. Caso:
"Como já relatei, o grupo executor ficou integrado por três companheiros: um deles levaria uma pistola-metralhadora INA, com três carregadores de trinta balas cada um; o outro, um revólver; e eu, que seria o motorista, uma granada e outro revólver. Além disso, no carro estaria também uma carabina M-2, a ser utilizada se fôssemos perseguidos pela força repressiva do regime. Consideramos desnecessária cobertura armada para aquela ação. Tratava-se de uma ação simples. Três combatentes revolucionários decididos são suficientes para realizar uma ação de justiçamento nessas condições. Considerando o nível em que se encontrava a repressão, naquela altura, entendemos que não era necessária a cobertura armada."
A data escolhida para o crime foi a de 08 Out, que assinalava o primeiro aniversário da morte de Guevara. Entretanto, nesse dia, Chandler não saiu de casa e os três terroristas decidiram "suspender a ação". Quatro dias depois, em 12 Out 1968, chegaram ao local às 07 horas. Às 0815h, Chandler dirigiu-se para a garagem e retirou o seu carro, um Impala placa 481284, em marcha a ré. Enquanto seu filho de quatro anos abria o portão, sua esposa aguardava na porta da casa, para dar-lhe o adeus. Não sabia que seria o último. Os terroristas avançaram com o Volks, roubado dias antes, e bloquearam o caminho do carro de Chandler. No relato de Pedro Lobo, "nesse instante, um dos meus companheiros saltou do Volks, revólver na mão, e disparou contra Chandler". Era Diógenes José Carvalho de Oliveira, que descarregava, à queima roupa, os seis tiros de seu Taurus de calibre.38. E prossegue Pedro Lobo, que dirigia o Volks: "Quando o primeiro companheiro deixou de disparar, o outro aproximou-se com a metralhadora INA e desferiu uma rajada. Foram catorze tiros. A décima quinta bala não deflagrou e o mecanismo automático da metralhadora deixou de funcionar. Não havia necessidade de continuar disparando. Chandler já estava morto. Quando recebeu a rajada de metralhadora emitiu uma espécie de ronco, um estertor, e então demo-nos conta de que estava morto". Quem portava a metralhadora era Marco Antônio Braz de Carvalho. A esposa e o filho de Chandler gritaram. Diógenes apontou o revólver para o menino que, apavorado, fugiu correndo para a casa da vizinha. Os três terroristas fugiram no Volks, em desabalada carreira, deixando, no local do crime, cinco panfletos: - "Justiça revolucionária executa o criminoso de guerra no Vietnam, Chandler, e adverte a todos os seus seguidores que, mais dia menos dia, ajustarão suas contas com o Tribunal Revolucionário." - "O assassinato do Comandante Chê Guevara, na Bolívia, foi cometido por ordem e orientação de criminosos de guerra como este Chandler, agente imperialista notório, e responsável pela prática de inúmeros crimes de guerra contra o povo do Vietnam."
- "O único caminho para a revolução no Brasil é a luta armada."
- "A luta armada é o caminho de todo revolucionário no Brasil."
- "Criar um, dois, três, vários Vietnam.
Semelhantes a esse cruel assassinato, muitos outros atos ainda viriam a tingir de sangue o movimento comunista no Brasil. F. DUMONT
(Transcrito de Recordando História site do Portal Ternuma)
Observação: Diógenes José de Carvalho Oliveira, também conhecido como Diógenes do PT, na década de 90 ingressou nos quadros do PT/RS, sempre assessorando seus líderes mais influentes. Diógenes foi o Presidente do Clube de Seguros da Cidadania de Porto Alegre, órgão encarregado de coletar fundos para o PT.
João Carlos Kfouri Quartin de Morais é, atualmente Professor Titular de Filosofia e Ciências da UNICAMP e, Ladislas Dowbor Professor Titular de Economia da PUC/SP e trabalha no Instituto de Economia da UNICAMP.

Em 24 Out 1968. Luís Carlos Augusto.

Civil. RJO-RJ. Morto, com um tiro, durante uma passeata estudantil.

Em 25 Out 1968. Wenceslau Ramalho Leite.

Civil - RJO-RJ. Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm, durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de setembro, no bairro de Vila Isabel,no Rio de Janeiro.
Autores: Murilo Pinto da Silva "Cesar" ou "Miranda" e Fausto Machado Freire "Ruivo" ou "Wilson" ambos integrantes da Organização Terrorista "COLINA" - Comando de Libertação Nacional.

Em 07 Nov 68. Estanislau Ignácio Correia.

Civil – SPO-SP. Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária "VPR", quando roubaram seu automóvel na esquina das ruas Carlos Roberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.

Em 07 Jan 1969. Alzira Baltazar de Almeida.

Dona de casa - RJO-RJ. Uma bomba jogada por terroristas, embaixo de uma viatura policial, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou a Sra. Alzira, uma vítima inocente, que na ocasião transitava na rua.

Em 11 Jan 1969. Edmundo Janot.

Lavrador - RJO-RJ. Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que haviam montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.

Em 29 Jan 1969. José Antunes Ferreira.

Guarda Civil - BHE-MG. O terrorista Pedro Paulo Bretas "Kleber" ao ser interrogado "entregou" um "aparelho" do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo.
Imediatamente, os policiais se dirigiram para o local e quando se anunciaram como policiais, foram recebidos por rajadas de metralhadoras, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva , "Cesar' ou "Miranda", que mataram o subinspetor. Cecildes Moreira da Silva que deixou viúva e oito filhos menores, e o guarda civil José Antunes Ferreira ,ferindo, ainda, o investigador José Reis de Oliveira.
Foram presos no interior do "aparelho" o assassino Murilo Pinto Pezzuti da Silva e os terroristas do Colina:
Afonso Celso L.Leite "Ciro".
Mauricio Vieira de Castro "Carlos".
Nilo Sérgio Menezes Macedo.
Júlio Antonio Bittencourt de Almeida "Pedro".
Jorge Raimundo Nahas "Clovis"ou "Ismael" e
Maria José de Carvalho Nahas "Célia"ou "Marta".
No interior do " aparelho" foram apreendidos 1 FAL ,5 pistolas, 3 revólveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.

Em 14 Abr 1969. Francisco Bento da Silva.

Motorista - SPO-SP. Morto durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B, ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os terroristas:
Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto.

Em 14 Abr 1969. Luiz Francisco da Silva.

Guarda bancário SPO-SP. Morto no mesmo assalto acima explanado, praticado pela Ala Vermelha do PC do B, ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros.

Dia 09 Mai 1969. Orlando Pinto da Silva.

Guarda Civil - SPO-SP. Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na Rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco, Norberto Draconetti.
Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

Dia 27 Mai 1969. Naul José Montovani.

Soldado PM/SP. Neste dia foi realizada uma ação contra o 15ºBatalhão da Força Pública de São Paulo, atual PM/SP, na Av. Cruzeiro do Sul, SPO/SP.
Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbisier, metralharam o soldado Naul José Montovani que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo que acorreu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.

Em 04 Jun 1969. Boaventura Rodrigues da Silva.

Soldado PM/SP. Morto por terroristas durante assalto ao Banco Tozan.

Em 22 Jun 1969. Guido Boné.

Soldado PM/SP. Morto por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a rádio-patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.

Em 22 Jun 1969. Natalino Amaro Teixeira.

Soldado PM/SP. Morto por militantes da ALN na ação acima explanada.

Em 11 Jul 1969. Cidelino Palmeiras do Nascimento.

Motorista de táxi - RJO-RJ. Morto a tiros quando conduziam em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda.
Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.

Em 24 Jul 1969. Aparecido dos Santos Oliveira.

Soldado da PM/SP. Neste dia, atuando em "frente" foi assaltado o Banco Bradesco, na Rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, de onde foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:
· Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
· Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara;
· Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.
Essa ação terminou de forma trágica: Raimundo Gonçalves Figueiredo baleou o soldado da então Força Pública do Estado de São Paulo, atual PM/SP, Aparecido dos Santos Oliveira que, já caído, recebeu mais quatro tiros disparados por Domingos Quintino dos Santos.

Em 20 Ago 1969. José Santa Maria.

Gerente de Banco (?) – RJO-RJ. Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente.

Em 25 Ago 1969. Sulamita Campos Leite.

Dona de casa (?) - BLM-PA. Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles. Morta na residência dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência, uma carga de explosivos escondida pelo terrorista.

Em 31 Ago 1969. Mauro Celso Rodrigues.

Soldado PM/MA. Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos.

Em 03 Set 1969. José Getúlio Borba.

Comerciário - SPO-SP. Os terroristas da Ação Libertadora Nacional "ALN" Antenor Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz, resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Av. Ipiranga com a Rua São Luís. O pagamento seria feito com um cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.

Em 03 Set 1969. João Guilherme de Brito.

Soldado PM/SP. Na ação acima houve troca de tiros o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou ainda, a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.

Em 20 Set 1969. Samuel Pires.

Trocador de ônibus - SPO-SP. Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.

Em 22 Set 1969. Kurt Kriegel.

Comerciante - PTA-RS. Foi morto pela Var-Palmates em Porto Alegre.

Em 30 Set 1969. Cláudio Ernesto Canton.

Agente DPF SPO-SP. Após ter efetuado a prisão de um terrorista foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.

Em 04 Out 1969. Euclides de Paiva Cerqueira.

Guarda Particular - RJO-RJ. Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães.

Em 06 Out 1969. Abelardo Rosa Lima.

Soldado PM/SP. SPO-SP. Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag.
Autores: Devanir José de Carvalho "Henrique", Walter Olivieri, Eduardo Leite "Bacuri", Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos.
Organizações Terroristas: "REDE" - Resistência Democrática e "MRT" - Movimento Revolucionário Tiradentes.

Em 07 Out 1969. Romildo Ottenio.

Soldado PM/SP. SPO-SP. Morto quando tentava prender um terrorista.

Em 31 Out 1969. Nilson José de Azevedo Lins.

Civil - RCF-PE. Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma.
Organização: "PCBR" - Partido Comunista Brasileiro Revolucionário.
Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar.

Em 04 Nov 1969. Estela Borges Morato.

Investigadora do DOPS-SP. Morta a tiros quando participava da operação em que morreu o terrorista Carlos Marighela.

Em 04 Nov 1969. Friederich Adolf Rohmann.

Protético – SPO-SP. Morto durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.

Em 07 Nov 69. Mauro Celso Rodrigues.

Soldado PM/MA. Morto em uma emboscada, durante luta travada entre lavradores de terra, incitados por militantes da Ação Popular "AP".

Em 14 Nov 1969. Orlando Girolo.

Bancário. Morto por terroristas durante assalto a agência do Banco Brasileiro de Descontos "Bradesco".

Em 17 Dez 1969. Joel Nunes.

Sgt PM/RJ. Nesta data o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o Sargento da PM/RJ Joel Nunes. Na ocasião foi preso o terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.

Em 18 Dez 1969. Elias dos Santos.

Sd do Exército Brasileiro servindo no 1ºBPE. No dia anterior o subversivo Paulo Sérgio Granado Paranhos que se encontrava preso ao ser interrogado “abriu” um “aparelho” do PCBR localizado na Rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou, à queima-roupa, um tiro de pistola.45 no Soldado do Exército Elias dos Santos que integrava a equipe que “estourou” o “aparelho”, tendo o militar falecido momentos depois.

Em 17 Jan 1970. José Geraldo Alves Cursino.

Sgt PM/SP. Morto a tiros por terroristas.

Em 11 Mar 1970. Newton de Oliveira Nascimento.

Sd PM/RJ. Nesse dia, os militantes do grupo tático armado da ALN, Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras-RJ, por uma patrulha da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado.
O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e órfãos duas filhas menores de quatro e dois anos.

Em 20 Fev 1970. Antônio Aparecido Posso Nogueró.

Sargento PM/SP. Morto pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras em Atibaia-SP.

Em 31 Mar 1970. Joaquim Melo.

Investigador de Polícia. SSP/PE. Nessa data foi morto por terroristas quando realizava uma ação contra um "aparelho".

Dia 02 Mai 1970. João Batista de Souza.

Guarda de Segurança SPO-SP. Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, todos do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT) e mais Eduardo Leite (Bacuri) da Resistência Democrática (REDE) assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.

Dia 10 Mai 1970. Alberto Mendes Júnior.

1ºTen PM/SP - Registro-SP. Nos dias 16 e 18 Abr 1970 foram presos no Rio de Janeiro, Celso Lungaretti e Maria do Carmo Brito, ambos militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), uma das organizações comunistas que seguia a linha cubana.
Ao serem interrogados os dois informaram que desde Jan 1970, a VPR, com a colaboração de outras organizações comunistas, instalara uma área de treinamento de guerrilhas, na região de Jacupiranga, próxima a Registro, no Vale da Ribeira, no Estado de São Paulo, sob o comando do ex-capitão do Exército, Carlos Lamarca.
No dia 19 Abr 1970, tropas do Exército e da Polícia Militar do Estado de São Paulo foram deslocadas para a área, para verificar a autenticidade das declarações dos dois militantes presos e neutralizar a área, prendendo, se possível os seus 18 ocupantes.
No início de Mai 1970 uma parte da tropa da Polícia Militar foi retirada da área, permanecendo, apenas, um pelotão. Como voluntário para comandá-lo, apresentou-se um jovem de 23 anos, o Tenente Alberto Mendes Júnior. Com 5 anos de Polícia Militar, o Tenente Mendes era conhecido, entre os seus companheiros, por seu espírito afável e alegre e pelo altruísmo no cumprimento das missões. Idealista, acreditava que era seu dever permanecer na área, ao lado se seus subordinados.
No dia 08 Mai 1970, 7 terroristas, chefiados por Carlos Lamarca, que estavam numa pick-up, ao pararem num posto de gasolina em Eldorado Paulista, foram abordados por policiais que, imediatamente, foram alvejados por tiros que partiram dos terroristas que ocupavam a pick-up e que após o tiroteio fugiram para Sete Barras.
Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha, que, em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Cerca das 21:00 horas, houve o encontro com os terroristas que estavam armados com fuzis FAL enquanto que os PM portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PM foram feridos e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando urgentes socorros médicos.
Um dos terroristas, com um golpe astucioso, aproveitando-se daquele momento psicológico, gritou-lhes para que se entregassem. Julgando-se cercado, o oficial aceitou render-se, desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.
De madrugada, a pé e sozinho, o Tenente Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca que decidiu seguir com seus companheiros e os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega desgarraram-se do grupo e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando consigo o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o Tenente pararam para descansar. Nesta ocasião Carlos Lamarca, Yoshitame Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um tribunal revolucionário que resolveu assassinar o Tenente Mendes pois o mesmo, pela necessidade de vigiá-lo, retardava a fuga. Os outros dois Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima ficaram vigiando o prisioneiro.
Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram, e, acercando-se por traz do Oficial, Yoshitame Fugimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado.
Em 08 Set 1970, Ariston Lucena foi preso pelo DOI/CODI/IIEx e apontou, no local, onde o Tenente estava enterrado. Seu corpo foi exumado, em segredo, pelos agentes do DOI pois os companheiros do Tenente queriam linchar Ariston.
Dos cinco assassinos do Tenente Mendes, sabe-se que:
Carlos Lamarca, morreu na tarde de 17 Set 1971, no interior da Bahia, durante tiroteio com o DOI/CODI/6ª RM;
Yoshitame Fugimore, morreu em 05 Dez 1970, em São Paulo, durante tiroteio com o DOI/CODI/IIEx;
Diógenes Sobrosa de Souza, preso em 12 Dez 1970, no RS. Em novembro de 1971 foi condenado à pena de morte (existia na época esta punição para os terroristas assassinos, que nunca foi usada). Em fins de 1979, com a anistia foi libertado;
Gilberto Faria Lima, fugiu para o exterior.
Ariston Lucena, após a anistia foi libertado e teria se suicidado, recentemente, no RS.
Observação:
Embora Carlos Lamarca tenha desertado no posto de capitão, por lei especial, sua família recebe a pensão de coronel.
Todas as famílias dos terroristas assassinos, inclusive a de Carlos Lamarca receberam uma grande indenização em dinheiro.
O Tenente Mendes, promovido após sua morte, por bravura, ao posto de capitão, deixou para sua família a pensão relativa a esse posto. Sua família, que nunca ganhou nenhuma indenização dos governos federal e estadual, tem problemas psicológicos até hoje . Seus pais não se conformam em ter único filho sido assassinado de forma brutal, por bandidos sempre tão endeusados pela nossa mídia.

Em 11 Jun 1970. Irlando de Moura Régis.

Agente do DPF SDR/RJ. No dia 11 Jun 1970, o embaixador da Alemanha, Ehrenfried Von Hollebem, saiu da Embaixada, no Rio de Janeiro, para a sua residência. Sentado no banco de trás de sua Mercedes preta, o embaixador tinha como motorista o funcionário Marinho Huttl e o agente da Polícia Federal Irlando de Moura Régis, sentado no banco da frente e portando um revólver .38. Seguindo a Mercedes, como segurança, ia uma Variant com os agentes da Polícia Federal Luiz Antônio Sampaio como motorista e José Banharo da Silva, com uma metralhadora INA.
Tendo ocupado o dispositivo desde antes das 19:00 horas, o "Comando Juarez Guimarães de Brito" executou o seqüestro às 19:55 horas, nas proximidades da residência do embaixador, no cruzamento das ruas Cândido Mendes com a Ladeira do Fialho.
Ao aproximar-se o carro diplomático, Jesus Paredes Soto deu um sinal a José Maurício Gradel que avançou uma "pick up" Willys, abalroando a Mercedes. Incontinente o casal que "namorava" na Escadinha do Fialho, Sônia Eliane Lafóz e José Milton Barbosa, este com uma metralhadora, disparou sua arma contra a Variant da segurança, ferindo Luiz Antônio Sampaio no abdômen e na coxa esquerda e José Banharo da Silva na cabeça. Ao mesmo tempo, Eduardo Coleen Leite "Bacuri", à queima roupa, disparou três tiros de revólver .38 em Irlando de Moura Régis, matando-o com um tiro na cabeça.
Herbert Eustáquio de Carvalho, empunhando uma pistola .45 arrancou o diplomata da Mercedes e embarcou-o no Opala, dirigido por José Roberto Gonçalves de Rezende.
Participaram, ainda, deste crime hediondo os terroristas Alex Polari Alvarenga e Roberto Chagas da Silva.
Decorridos 33 anos, vemos que neste período as famílias de subversivos, de assaltantes de bancos, de seqüestradores, de assassinos e de terroristas políticos foram indenizadas pelo governo. Até indenizações para "perseguidos políticos" que alcançam o teto máximo da carreira do pretendente, independente de se saber se ele chegaria ou não a este teto. E, vimos subversivos que na época estavam desempregados, serem indenizados em até R$450.000,00.
Enquanto isto, famílias de cidadãos inocentes, atingidos em ações dos "guerrilheiros" como em assaltos a bancos, ou despedaçados por bombas nos atos terroristas, como no atentado ao Aeroporto de Guararapes, em Recife, são totalmente esquecidas. Orlando Lovechio Filho que, em 1968, teve uma perna amputada no atentado a bomba ao consulado americano, em São Paulo, teve seu sonho de ser piloto, destruído e luta até hoje por uma indenização do Estado.
Famílias de seguranças de bancos e embaixadas, de policiais civis e militares, de policiais federais, de militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, mortos e feridos quando em serviço, foram ignoradas pelo governo.
Para as famílias dos mortos pelos terroristas e para os que ficaram inválidos, lutando para manter a ordem no país, NADA!... Para elas, deve ser impossível entender porque no Congresso Nacional, um senador, que como membro da Polícia Civil de São Paulo, participou ativamente da luta contra a subversão e ex-policiais federais, civis e militares, hoje deputados, não tenham até a presente data, lembrado de seus colegas mortos e feridos no combate ao terrorismo e que não lutem para que esta lamentável injustiça seja reparada.

Em 15 Jul 1970. Isídoro Zamboldi.

Guarda de Segurança. SPO-SP. Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.

Em 12 Ago 1970. Benedito Gomes.

Capitão do Exército(?) São Paulo. Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas.

Em 19 Ago 1970. Vagner Lúcio Vitorino da Silva.

Guarda de Segurança (?) Rio de Janeiro. Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR8, a agência do Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos.
Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram.
Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém chegados do curso em Cuba.

Em 29 Ago 1970. José Armando Rodrigues.

Comerciante - Ceará. Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato seu carro foi lançado num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE.
Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes, ( autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques.
Timoschenko Soares de Sales, Francisco William.

Em 14 Set 1970. Bertolino Ferreira da Silva.

Guarda de Segurança SPO-SP. Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas "ALN" e "MRT" ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em são Paulo.

Em 21 Set 1970. Célio Tonelly.

Soldado PM/SP. Santo André-SP. Morto em Santo André, quando de serviço em uma rádio patrulha tentou deter terroristas que ocupavam um automóvel.

Em 22 Set 1970. Autair Macedo.

Guarda de Segurança RJO-RJ. Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos.

Em 27 Out 1970. Walder Xavier de Lima.

Sargento da Aeronáutica. SDR-BA. Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos, em Salvador.
O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos "Marcos" o atingiu, covardemente, com um tiro na nuca.
Organização: "PCBR" - Partido Comunista Brasileiro Revolucionário.
Atualmente, Theodomiro é Juiz do Tribunal Regional do Trabalho, em Recife/PE.

Em 10 Nov 1970. José Marques do Nascimento.

Civil – SPO-SP. Morto por terroristas em confronto com policiais.

Em 10 Nov 1970. Garibaldo de Queiroz.

Sd PM/SP. Foi morto quando em companhia do Soldado José Aleixo Nunes durante um confronto com terroristas da "VPR" Vanguarda Popular Revolucionária quando faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente em SPO-SP.

Em 10 Nov 1970. José Aleixo Nunes.

Sd PM/SP. Foi morto quando em companhia do Soldado Garibaldo de Queiroz durante um confronto com terroristas da "VPR" Vanguarda Popular Revolucionária quando faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente em SPO-SP.

Em 10 Dez 1970. Hélio de Carvalho Araújo.

Ag.DPF SDR-RJ. No dia 07 Dez 1970 a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, seqüestrou no Rio de Janeiro, o Embaixador da Suíça no Brasil, Giovani Enrico Bucher.
Participaram, ativamente, da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polaris de Alvarenga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca.
Após fecharem e paralisarem o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre .38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e a uma distância de 2 metros atirou, duas vezes, no agente Hélio da Polícia Federal, lotado na SDR-RJ. Uma das balas seccionou a medula do policial.
Os terroristas levaram o Embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o Hospital Miguel Couto, faleceu três dias após.

Em 07 Jan 1971. Marcelo Costa Tavares.

Estudante - MG. Morto por terroristas durante um assalto a uma agência do Banco Nacional de Minas Gerais. Autor dos disparos: Newton Moraes.

Em 12 Fev 1971. Américo Cassiolato.

Soldado PM/SP. Morto por terroristas em Pirapora do Bom Jesus.

Em 20 Fev 1971. Fernando Pereira.

Comerciário RJO-RJ. Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto no estabelecimento "Casa do Arroz" do qual era gerente.

Em 08 Mar 1971. Djalma Peluci Batista.

Sd PM/RJ. Morto nessa data por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro.

Em 24 Mar 1971. Mateus Levino dos Santos.

Ten da FAB. O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife.
No dia 26 Jun 1970 resolveram roubar um volks, estacionado em Jaboatão, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Quatro militantes do PCBR desceram do carro dirigido por Nancy Mangabeira Unger: Carlos Alberto Soares Rodrigues de Sousa, José Gersino Saraiva Maia e Luiz "Jacaré", (até hoje não identificado).
Ao tentarem render o motorista, este ao identificar-se como Tenente da Aeronáutica, foi ferido gravemente por Carlos Alberto, com dois tiros, um na cabeça e outro no pescoço. O Tenente Mateus Levino dos Santos, após nove meses de impressionante sofrimento, veio a falecer em 24 Mar 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto levou o PCBR a desistir do seqüestro.
Nancy Mangabeira Unger, banida em 13 Jan 1971, em troca da vida do embaixador suíço, era filha de pai americano e sua mãe, brasileira, era filha de Otávio Mangabeira.
Por ironia, o próprio consulado americano, sem saber do planejamento do seqüestro de seu cônsul, correu em defesa de Nancy, alegando a dupla nacionalidade dela, brasileira e norte-americana.

Em 04 Abr 1971. José Júlio Tosa Martinez Filho.

Maj do Exército Brasileiro. RJO-RJ. No início de abril, a Brigada Pára-quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe à 2ª Sessão do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Sessão da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância sobre a citada residência. Por volta das 23 horas desse dia, chegou, num táxi, um casal, estacionando-o nas proximidades da casa vigiada. A mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em adiantado estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando preservar a “senhora” de possíveis riscos.
O Maj José Júlio Toja Martinez Filho acabara de concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde por três anos, exatamente o período em que a guerra revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses problemas, em função da própria vida escolar bastante intensa. Estagiário na Brigada Pára-quedista, a quem também não estava afeta a missão de combate à subversão, não se havia habituado à virulência da ação terrorista, que se tornava a cada dia mais violenta.
Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, de sua “barriga”, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a mulher retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance de reação. O Capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio que causou a morte do casal de terroristas. Estes foram identificados como sendo os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-Bôas Pinto, ambos de alta periculosidade e responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.
No “aparelho” do casal foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército.
Destino perverso esse que compensou com uma reação de ódio e violência o gesto de bondade tão característica do Maj Martinez. Ele deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com onze anos de idade. Sua esposa, com uma pequena pensão, criou com sacrifícios aquelas crianças que, pelo ambiente familiar de que desfrutavam, eram, naturalmente, dóceis e afáveis. Com o apoio de familiares e amigos, suplantou a dor, os traumas decorrentes da morte violenta e inesperada e as dificuldades resultantes da ausência do chefe de família.
A família do Maj Martinez não pediu, nem vê razão em homenagens. Apenas quer guardar a lembrança do esposo dedicado e pai carinhoso que ele foi.
Profissional competente, dedicado e leal, atleta exemplar, amigo afável e educado, “Zazá”, como era carinhosamente chamado por seus amigos, será sempre lembrado com muito carinho por todos aqueles que com ele conviveram.

Em 07 Abr 1971. Maria Alice Matos.

Empregada doméstica RJO-RJ. Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.

Em 15 Abr 1971. Henning Albert Boilesen.

Industrial SPO-SP. Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, General Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no Estado de São Paulo. Assim, vários industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido daquela autoridade militar.
E, o que fizeram os terroristas para intimidar aqueles industriais? A pedido de Carlos Lamarca, escolheram três nomes para serem assassinados, como forma de intimidar os demais colaboradores. Estes eram: Henning A. Boilesen, Peri Igel e Sebastião Camargo (Camargo Correia) O escolhido foi o presidente da Ultragás, Henning Albert Boilesen, um dinamarquês, naturalizado brasileiro.
A partir da segunda quinzena de janeiro de 1971, iniciaram-se os levantamentos do industrial paulista, dos quais participaram: Devanir José de Carvalho, Dimas Antonio Casemiro, Gilberto Faria Lima e José Dan de Carvalho, pelo MRT; Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, pela ALN; Gregório Mendonça e Laerte Dorneles Méliga (chefe de gabinete do então governador do RS, Olívio Dutra), pela VPR.
No dia 15 de abril de 1971 um Comando Revolucionário, integrado pelos terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos, covardemente assassinou Boilesen. Quando o carro de Boilesen entrou na Alameda Casa Branca, dois carros dos terroristas emparelharam com o dele. Pela esquerda, Yuri, colocando um fuzil para fora da janela, disparou um tiro que foi raspar a cabeça de Boilesen. Este saiu do automóvel que dirigia e tentou correr em direção contrária aos carros. Foi inútil. José Milton descarregou sua metralhadora nas costas do industrial e Yuri desfechou-lhe mais três tiros de fuzil. Cambaleando, Boilesen arrastou-se por mais alguns metros e foi cair na sarjeta, junto de um Volkswagen.
Aproximando-se, Yuri disparou mais um tiro que lhe arrancou a maior parte da face esquerda. Joaquim Alencar Seixas e Gilberto Faria Lima jogaram os panfletos por cima do cadáver. No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”.
Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Caídas, duas senhoras, uma atingida no ombro e outra ferida numa perna. Sobre o corpo de Boilesen, mutilado com dezenove tiros, os panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça: “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.
Este assassinato comoveu a opinião pública e teve ampla repercussão no Congresso Nacional e na Assembléia Legislativa de São Paulo. A respeito desse repulsivo ato terrorista é conveniente relembrar o que publicou a Folha de São Paulo, no dia 16/04/1971:
“Meios políticos e empresariais condenaram veementemente o brutal assassinato. A Assembléia Legislativa suspendeu seus trabalhos para render um preito de homenagem à memória do industrial assassinado por terroristas. Ao instalar os trabalhos da sessão, o presidente da Casa, deputado Jacob Pedro Carolo, disse que Boilesen foi vítima de terroristas covardes”.
Para justificar este ato criminoso, os terroristas e seus simpatizantes passaram a difundir abomináveis e sórdidas mentiras. Entre outras acusações criminosas, afirmam que Boilesen era um agente da CIA, que freqüentava a OBAN (que depois passou a se chamar DOI) e que nessas visitas assistia e participava do interrogatório dos presos, ocasião em que pessoalmente testava uma máquina de aplicar choques elétricos que ele mesmo inventara. Na realidade Boilesen nunca foi agente da CIA e muito menos assistiu interrogatórios de presos na OBAN e no DOI/CODI/IIEx. Boilesen esteve no DOI uma única vez, em fins de Dez 1970, quando foi cumprimentar o Comandante deste órgão, pelo natal que se aproximava. Foi recebido no gabinete do comando do DOI e lá não permaneceu por mais de quinze minutos.
A família do industrial assassinado deveria pensar em processar aqueles que através da mentira e da calúnia, deturpam os fatos e procuram manchar a honra e a dignidade de um homem com as qualidades de HENNING ALBERT BOILESEN.

Dia 10 Mai 1971. Manoel da Silva Neto.

Soldado PM/SP SPO-SP. Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.

Dia 14 Mai 1971. Adilson Sampaio.

Artesão RJO-RJ. Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.

Em 09 Jun 1971. Antônio Lisboa Ceres de Oliveira.

Cidadão civil. RJO-RJ. Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro.

Em 01 Jul 1971. Jaime Pereira da Silva.

Cidadão civil. RJO-RJ. Morto por terroristas, na varanda de sua residência, durante tiroteio entre terroristas e policiais.
Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro.

Em 02 Set 1971. Gentil Procópio de Melo.

Motorista de táxi RCF-PE. A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto. Cumprindo a ordem recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou um táxi em Madalena, Recife.
Ao chegar ao Hospital das Clínicas, quando fingia que ia pagar a corrida apareceram seus comparsas Manoel Lisboa de Moura e José Emilson Ribeiro da Silva, que se aproximaram do veículo, tendo José Emilson disparado dois tiros que mataram o motorista Gentil Procópio de Melo.

Em 02 Set 1971. Jayme Cardenio Dolce.

Guarda de Segurança RJO-RJ. Assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.

Em 02 Set 1971. Silvânio Amâncio dos Santos.

Guarda de Segurança RJO-RJ. Durante o assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras, acima mencionado, foi assassinado pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, o Guarda de Segurança Silvânio Amâncio dos Santos.

Em 02 Set 1971. Dermeval Ferreira dos Santos..

Guarda de Segurança RJO-RJ. Terceira vítima, assassinado pelos terroristas: Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.

Em ?? Out 1971. Alberto da Silva Machado.

Civil. RJO-RJ. Morto por terroristas durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda, da qual era um dos proprietários.

Em 22 Out 1971. José do Amaral.

Sub Oficial Reformado da Marinha ? RJO-RJ. Morto por terroristas da "VAR PALMARES" - Vanguarda Armada Revolucionária Palmares e do "MR8" - Movimento Revolucionário 8 de Outubro durante assalto a um carro transportador de valores da Transfort S/A. Foram feridos o motorista Sérgio da Silva Taranto e os guardas de segurança Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.
Autores: James Allen Luz "Ciro", Carlos Alberto Salles "soldado", Paulo Cesar Botelho Massa, João Carlos da Costa.

Em 01 Nov 1971. Nelson Martinez Ponce.

Cabo PM/SP. Morto, metralhado por Aylton Adalberto Mortati, durante um atentado praticado por 05 terroristas do "MOLIPO" Movimento de Libertação Popular, contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, em São Paulo.

Em 10 Nov 1971. João Campos.

Cabo PM/SP. Morto na estrada de Pindamonhangaba, ao interceptar um carro que conduzia terroristas armados.

Em 22 Nov 1971. José Amaral Vilela.

Guarda de Segurança RJO-RJ. Morto por rajadas de metralhadora durante um assalto a um carro forte da firma Transport, na estrada do Portela, no bairro de Madureira. Participaram os terroristas Sérgio Landulfo Furtado, Norma Sá Ferreira, Nelson Rodrigues Filho, Paulo Roberto Jabour, Thimothy William Watkin Ross e Paulo Costa Ribeiro Bastos. Foram feridos os guardas Sérgio da Silva Taranto, Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.

Em 27 Nov 1971. Eduardo Timóteo Filho.

Soldado PM/RJ, morto por terroristas, durante assalto contra as lojas Caio Marti.

Em 13 Dez 1971. Hélio Ferreira de Moura.

Guarda de Segurança – RJ foi morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra.

Em 08 Jan 1972. Tomaz Paulino de Almeida.

Sgt PM/SP-SPO-SP. Morto, a tiros de metralhadora, no bairro Cambuci, quando um grupo terrorista roubava o seu carro.
Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto José Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do Movimento de Libertação Nacional (Molipo).

Em 20 Jan 1972. Sylas Bispo Feche.

Cabo PM/SP. Sylas Bispo Feche, integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava uma ronda, quando um carro volkswagem, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo. A sua equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois ocupantes do veículo, o cabo Feche foi, covardemente, metralhado por eles. Foi travado um tiroteio entre a equipe e os dois terroristas que também morreram no local. Os assassinos do Cabo Feche, ambos membros da Ação Libertadora Nacional (ALN), são: Gelson Reicher "Marcos" que usava identidade falsa com o nome de Emiliano Sessa, era chefe de um Grupo Tático Armado (GTA) e já tinha praticado mais de vinte atos terroristas, inclusive o seqüestro de um médico.
Alex Paula Xavier Pereira "Miguel", que usava identidade falsa com o nome de João Maria de Freitas, fez curso de guerrilha em Cuba e praticou mais de quarenta atos terroristas, inclusive atentados a bomba na cidade do Rio de Janeiro.

Em 25 Jan 1972. Elzo Ito.

Estudante - SPO-SP. Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares, foi morto por terroristas quando roubavam seu carro.

Em 01 Fev 1972. Iris do Amaral.

Civil RJO-RJ. Morto durante um confronto entre os terroristas da ALN -Aliança Libertadora Nacional, Flávio Augusto Neves Leão Salles ("Rogério" ou "Bibico") e Antônio Carlos Cabral Nogueira ("Chico" ou "Alfredo") e policiais. Ficaram feridos ainda nessa ação os civis Marinho Floriano Sanches, Romeu Silva e Altamiro Sinzo.

Em 05 Fev 1972. David A. Cuthberg.

Marinheiro inglês RJO-RJ. A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA” o jornal “O Globo”, do Rio de Janeiro, publicou:
“Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”. A ação criminosa, tachada como “justiçamento”, foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:
Flávio Augusto Neves Leão Salles (“Rogério”ou“Bibico”)da ALN, que fez os disparos com a metralhadora.
Antônio Carlos Nogueira Cabral(“Chico”ou “Alfredo”)da ALN.
Aurora Maria Nascimento Furtado(“Márcia”ou “Rita”)da ALN.
Adair Gonçalves Reis(“Elber”, “Leônidas”ou “Sorriso”)da ALN.
Lígia Maria Salgado da Nóbrega(“Ana”, “Célia”ou“Cecília”)da VAR PALMARES, que jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses”.
Hélio Silva(“Anastácio”ou“Nadinho”)da VAR-PALMARES.
Carlos Alberto Salles(“Soldado”)da VAR-PALMARES.
Getúlio de Oliveira Cabral(“Gogó”, “Soares” ou“Gustavo”)do PCBR.

Em 15 Fev 1972. Luzimar Machado de Oliveira.

Soldado PM/GO. O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que estava incluída dentro de esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano. Protegido pela escuridão, Arno homiziou-se num matagal, sendo entretanto localizado por populares que, indignados, auxiliavam a polícia. Arno travou, ainda, intenso tiroteio com seus perseguidores, antes de tombar sem vida. Com dificuldade, a polícia impediu a violação do corpo.

Em 18 Fev 1972. Benedito Monteiro da Silva.

Cabo PM/SP. Morto quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.

Em 27 Fev 1972. Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi.

Civil SPO-SP. Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes e José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé. Nesta ação um policial foi ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.

Em 06 Mar 1972. Walter César Galleti.

Comerciante SPO-SP. Nessa data terroristas da ALN assaltaram a firma F. Monteiro S/A . Após o assalto fecharam a loja, fizeram um discurso subversivo e assassinaram o gerente Walter César Galetti, feriram o subgerente Maurílio Ramalho e o despachante Rosalindo Fernandes.

Em 12 Mar 1972. Manoel dos Santos.

Guarda de Segurança. SPO-SP. Morto durante assalto terrorista à fábrica de bebidas Charel Ltda.

Em 12 Mar 1972. Aníbal Figueiredo de Albuquerque.

Coronel R/1 do Ex. SPO-SP. Morto durante assalto à fábrica de bebidas Charel Ltda., da qual era um dos proprietários.

Dia 08 Mai 1972. Odilo Cruz Rosa.

Cabo do Exército Brasileiro Araguaia-TO. Morto na região do Araguaia, quando uma equipe comandada por um Tenente e composta ainda, por dois Sargentos e pelo Cabo Rosa, foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa “Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira.
Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.
Julgando que o Cabo Rosa estivesse desgarrado da equipe, o Tenente e os dois Sargentos retiraram-se para Xambioá, a procura de atendimento médico. Lá souberam, através de um mateiro, que o Cabo Rosa tinha sido morto e que “Oswaldão” dissera aos habitantes da região que permaneceria mantendo guarda ao corpo do Cabo, até que ele apodrecesse, e que o Exército não teria coragem para resgatá-lo. Foi formada uma patrulha com a missão de localizar e resgatar o corpo do Cabo Rosa.
A patrulha cumpriu sua missão, sem ser molestada pelos guerrilheiros comandados por “Oswaldão”.

Em 02 Jun 1972. Rosendo.

Sargento da PM/SP. Morto ao interceptar 04 terroristas que assaltaram um bar e um carro da Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA.

Em 29 Jun 1972. João Pereira.

Mateiro da Região do Araguaia no Estado do PA. "Justiçado exemplarmente" pelo PC do B, por ter servido de guia para as forças legais que combatiam os guerrilheiros.
A respeito, Ângelo Arroyo declarou em seu relatório:
"A morte desse bate-pau causou pânico entre os demais da zona".

Em 09 Set 1972. Mário Domingos Panzarielo.

Agente Pol Civil RJO-RJ. Morto ao tentar prender um terrorista da ALN.

Em 23 Set 1972. Mário Abraim da Silva.

Segundo Sargento do Exército. Pavão-região do Araguaia. Pertencente ao efetivo do 2º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém. Sua Companhia foi deslocada para combater a guerrilha na região do Araguaia. Morto em combate, durante um ataque guerrilheiro no lugarejo de Pavão, base do 2º Batalhão de Selva.

Em 27 Set 1972. Silvio Nunes Alves.

Bancário RJO-RJ. Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, agência da Penha, pelas organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8. Autor do assassinado: José Selton Ribeiro.

Em ?? Set 1972. Osmar ...

Posseiro na região do Araguaia. “Justiçado” na região do Araguaia pelos guerrilheiros por ter permitido que uma tropa de pára-quedistas acampasse em suas terras.

Em 01 Out 1972. Luiz Honório Correia.

Civil. RJO-RJ. Morto por terroristas quando do assalto a Empresa de Ônibus Barão de Mauá.

Em 06 Out 1972. Severino Fernands da Silva.

Civil. PE. Morto por terroristas durante agitação no meio rural.

Em 06 Out 1972. José Inocêncio Barreto.

Civil. PE. Assassinado por terroristas durante agitação no meio rural.

Em 21 Fev 1973. Manoel Henrique de Oliveira.

Comerciante SPO-SP. No dia 14 Jun 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão e reagindo desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas estavam mortos e um conseguiu fugir. Erroneamente, a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do restaurante e decidiu justiçá-lo. O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado” constituído por Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco Emanuel Penteado, Francisco Seiko Okama e Ronaldo Mouth Queiroz, foi encarregado da missão e assassinou no dia 21 de fevereiro o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP, por interveniência do militante Paulo Frateschi. Manoel Henrique deixou além de sua esposa, duas crianças pequenas, desamparadas, que aguardam uma indenização do governo.

Em 22 Fev 1973. Pedro Américo Mota Garcia.

Civil - RJO-RJ.Por vingança foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa Econômica Federal.

Em 25 Fev 1973. Octávio Gonçalves Moreira Júnior.

Delegado de Polícia SPO-SP. Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II Exército.
O escolhido foi o delegado de polícia, Dr. Octávio Gonçalves Moreira Júnior que viajava. No dia 23 Fev 1973, o Dr. Octávio viajou de São Paulo para o Rio de Janeiro e "Bete" avisou ao comando terrorista da chegada do delegado. Ficou decidido que iriam executá-lo no dia seguinte.
No dia 24, o Dr. Octávio foi à praia em Copacabana, depois almoçou com um amigo, ao regressar da ceia, a terrorista "Bete" fez o reconhecimento visual do delegado e o apontou para os seus assassinos que se encontravam num automóvel estacionado na esquina da Avenida Atlântica com a rua República do Peru.
O Dr. Octávio morreu instantaneamente.
O comando terrorista seguiu à risca o ensinamento do manual de Carlos Marighela que afirma: “guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso, pressa ou improvisação. Matam com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas seu impacto sobre o público”.

Em 13 Mar 1973. Pedro Mineiro.

Capataz da Fazenda Capingo -PA. "Justiçado" por terroristas na Guerrilha do Araguaia.

Em 24 Jul 1973. Francisco Valdir de Paula.

Soldado do Exército Brasileiro. Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.
Mesmo com tanto tempo já decorrido, alguma incorreção ainda pode cercar algum nome aqui lembrado. Assim, rogamos ser informados de eventual impropriedade.

Em 10 Abr 1974. Geraldo José Nogueira.

Sd PM/SP. Morto quando da captura de terroristas.