sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A DEMAGOGIA E O ESTAMENTO MILITAR.

A DEMAGOGIA E O ESTAMENTO MILITAR

Ternuma Regional Brasília

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Impressionou-nos a gastança do desgoverno, a título de indenização para a família dos militares vitimados pelo terremoto do Haiti.

De repente, no choque da perda de vidas de cidadãos fardados, no lamento da Nação, eis que surge das trevas o “grande benfeitor” para distribuir benesses às famílias enlutadas.

Um portento, dizem os puros e os incautos, um golpista faturando na morte alheia, dizem outros.

De fato, a Instituição militar nos seus regulamentos prevê amparo para os seus soldados, como a promoção post –mortem, e outros benefícios; portanto, não vamos permitir que o “pulha” nos iluda com seu altruísmo de ocasião, distribuindo gratificações e esmolas não previstas para os nossos soldados, como se fosse um messias redivivo.

Não esqueçamos que o embromador–mor é o mesmo cretino de sempre, e é o timoneiro que nos levará à matroca. De sua orientação, de sua calhordice e do seu incomensurável narcisismo, cerca após cerca, estão construindo uma jaula invisível em torno da nossa liberdade.

As inúmeras medidas cerceadoras em andamento, em doses homeopáticas, falam por si. Embora tenhamos os cegos físicos, morais e intelectuais que não querem ver o que salta aos olhos, nem os surdos ou desinteressados, que não percebem ou fazem ouvidos moucos diante das contradições e inverdades existentes nos discursos de autopromoção.

O processo de total submissão está em pleno andamento, como se comprova pelo mutirão de medidas, que visa, ao término de seu reinado, colocar os mais diversos segmentos, previamente selecionados, ao cabresto do petismo, mas a máquina de agitação e propaganda foi posta em marcha e está recrudescendo, a julgar - se pelo acionamento das massas de manobra já conhecidas. Observem que aos poucos, chusmas estudantis estão nas ruas, o mesmo acontecendo com o inefável MST, que se movimenta e ataca como se fosse vítima e toma dianteira mostrando o seu poder de fogo.

A CONFECOM, O III PNDH e a iminente Conferência sobre a Cultura, nos dão uma pálida idéia do pretendido.

O domínio sobre o Legislativo, o aliciamento do Judiciário, o domínio da imprensa, o controle dos meios de comunicação e da educação e o amordaçamento do Estamento Militar serão o arcabouço para novas e solertes empreitadas.

Que ninguém se iluda, o sujeito é o mesmo canalha que tem permitido tantas quantas bandalheiras possíveis contra o Segmento Militar. Não se esqueçam que é de sua autoria e está sob a sua guarda, a asquerosa Comissão de Anistia, promovendo impune as mais escabrosas indenizações e, avalizando como heróis, autênticos assassinos.

Contudo, o safado é vivo, manipula suas marionetes de longe, e quando algo dá errado, pula de banda e solta os cordéis. Assim, “o assinei sem ler”, junta-se aos conhecidos “eu não sei”, ou ao “eu não sabia”, desculpas incabíveis no referido caso, onde sua chancela o incrimina.

Escrevemos no artigo “O empolgado comunicador popular” que estes enganadores, dependendo da platéia, choram, suam, já vimos este filme, e dizem até palavrões. Na solenidade militar alusiva à homenagem aos militares vitimados no Haiti, o que assistimos foi a performance chorosa de um tremendo canastrão.

Por isso, e por tudo o que virá, gritamos, “sem novidades no front”

Brasília, DF, 28 de janeiro de 2010

Um comentário:

  1. Quem controlava a imprensa era as ditaduras. Os que se preatavam a ajudá-las ganhavam canais de TV e canais de rádio

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